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Raqueamos a discografia de Damares. Confira a posição de cada álbum

Uma das maiores cantoras do segmento pentecostal, Damares, cuja trajetória artística remonta ao final dos anos 90. Seu talento

Raqueamos a discografia de Damares. Confira a posição de cada álbum

Uma das maiores cantoras do segmento pentecostal, Damares, cuja trajetória artística remonta ao final dos anos 90. Seu talento e dedicação a levaram a conquistar o reconhecimento do público após seu quarto álbum de estúdio, “O Deus Que Faz”. Contudo, foi com o disco “Apocalipse” que sua carreira atingiu maiores patamares, apresentando vários hits que são lembrados até os dias de hoje como “Sabor de Mel” e “Batalha do Arcanjo”. Ao longo de mais de 25 anos de carreira, intérprete tem mantido uma impressionante consistência comercial, cativando seus seguidores de maneira contínua. 

Com 11 álbuns lançados desde sua estreia, a discografia da artista é marcada pela dedicação em proporcionar experiências significativas aos ouvintes. Seus trabalhos refletem uma evolução artística e reinvenção musical, especialmente após sua parceria com a gravadora Sony Music, que a acompanha até os dias atuais, ainda que sua mudança desagrade uma certa parcela de seu público mais antigo enquanto alimente novos ouvintes. 

Neste artigo, vamos explorar um ranking da discografia da cantora, considerando critérios como repertório e produção como peso para tal posição na lista, revelando os aspectos que os tornam notáveis e “superior” em comparação com demais álbuns de sua carreira. Ao clicar na capa de cada álbum, você será direcionado ao Spotify, onde poderá desfrutar de cada obra individualmente (com exceção do “Asas de Águia”, indisponível nas plataformas digitais). 

11. Asas de Águia (1997) 
Este álbum marcou o início da carreira de Damares e estabeleceu as bases para sua jornada na música gospel. Embora não tenha tido um impacto massivo na época, foi fundamental para apresentar Damares ao público e estabelecer seu estilo pentecostal. Lançado ainda em cassete pela gravadora Louvores ao Rei, projeto foi produzido por Nery Moreira e apresenta uma mistura de louvores de adoração e canções de testemunho com uma vibe noventista, característica da música gospel nesse período. Destaque para a faixa-título “Asas de Águia” e “Fiel Amigo”, uma canção emotiva sobre a fidelidade de Deus. 

10. A Vitória É Nossa (2000) 
Produzido e arranjado pelo maestro Ezequiel Matos, o segundo álbum de estúdio de Damares trouxe uma composição autoral na faixa título e possui canções com mensagem de triunfo e esperança. A vibe novestista se manteve no projeto. Destacam-se músicas como “Alpha e Ômega”, uma canção sobre a filiação espiritual em Cristo, além da canção título da obra. 

9. Agenda de Deus (2002) 
Com este álbum, Damares continuou a desenvolver sua identidade musical e trouxe a produção do renomado maestro Jairinho Manhães, que estava fazendo borbulho na época por entregar grandes obras para o segmento nas vozes de Cassiane, Elaine de Jesus e Lauriete. 

As canções de “Agenda de Deus” é uma obra que refletem sobre mensagens de encorajamento e tem como destaque faixas como “A Igreja Que Venceu” e “Deixa Deus Agir”. 

8. O Deus Que Faz (2004) 

Este álbum marca o início da colaboração frutífera entre Damares e o produtor e maestro Melk Carvalhedo. Com canções como “O Deus que Faz”, “Deus Tremendo” e “Viver na Unção”, este álbum foi o ponto de partida para uma série de sucessos que consolidaram a posição da paranaense como uma das principais vozes da música gospel, sendo certificado com disco de ouro duplo por mais de 100 mil cópias comercializadas ao longo dos anos. 

7. Terceiro Céu (2023) 

“Terceiro Céu” é seu mais recente trabalho e marca um momento significativo na carreira da cantora, mostrando uma clara evolução artística. Com a produção musical de Weslei Santos e Melk Carvalhedo, o disco explora uma adoração íntima e reflexiva, algo que difere do estilo mais energético que Damares apresentou em trabalhos anteriores. 

Projeto destaca-se pela sua intensidade emocional, oferecendo uma experiência envolvente que transporta os ouvintes para um espaço de introspecção espiritual. Damares consegue equilibrar poder vocal e sensibilidade, criando momentos de grande impacto. 

A mensagem reconfortante é clara em algumas faixas, porém, a familiaridade da melodia e letra ao decorrer do álbum pode não surpreender os ouvintes que acompanham a paranaense ao longo da sua carreira. Destaque para as canções “A Tenda”, “ Página Virada”, “Deus de Detalhes” e faixa título da obra. 

6. Diário de um Vencedor (2006) 
Em 2006, Damares lançava seu quinto álbum de estúdio, “Diário de um Vencedor”, sob a produção de Melk Carvalhedo. Este trabalho pentecostal raiz, foi reconhecido com a certificação de disco de ouro, fruto da vendagem superior a cinquenta mil cópias. Entre as faixas deste CD, as que mais se destacam são “É a Sua Vez”, “O Emferno Vai Cair (E a Igreja Vai Subir)”, “Diário de Um Vencedor”, “Só Ele é Digno”, “Não Há Maldição” e “Quando Jesus Estendeu a Sua Mão”.  

5. Superação (2020) 
“Superação” marca o retorno significativo às suas raízes pentecostais, depois de uma fase exploratória pelo pop congregacional em seu projeto antecessor. Produzido por Melk Carvalhedo e Weslei Santos, este álbum surge como uma resposta direta aos fãs que clamavam pela volta da sonoridade que inicialmente consagrou a artista no cenário gospel. A produção, caracterizada por arranjos intensos e uma instrumentação rica, destaca a habilidade da cantora em transmitir emoções profundas e uma devoção genuína.  

Uma das características mais notáveis de “Superação” é a sua abordagem cuidadosa para misturar tradição e inovação. O álbum traz de volta elementos tradicionais do gospel pentecostal, como backing vocals marcantes e refrões poderosos, enquanto também experimenta com novas texturas sonoras. A inclusão de instrumentos inéditos, como o shofar, acrescenta uma dimensão única à experiência auditiva, proporcionando um equilíbrio entre o familiar e o novo. 

Tematicamente, “Superação” é um testemunho de luta e vitória pessoal. A narrativa do álbum reflete os desafios e as vitórias de Damares em sua trajetória ministerial, oferecendo aos ouvintes uma mensagem de esperança e confiança em Deus. Este projeto é uma obra que honra suas raízes enquanto abraça a evolução artística, proporcionando aos fãs antigos e novos uma experiência musical rica e inspiradora. Destacamos o álbum ao todo.   

4. Obra Prima (2016)  

“Obra Prima” marca um momento significativo na carreira de Damares, destacando-se como um testemunho de sua inovação e versatilidade. Sob a produção dos maestros Melk Carvalhedo e Rogério Vieira, o álbum apresenta uma fusão intrigante de estilos, que vão do pop pentecostal ao Black Music. Essa diversidade estilística evidencia a capacidade de Damares de se reinventar e explorar novos horizontes musicais sem perder sua essência. 

O álbum é uma mistura cuidadosa de temas, cada um tratado com uma profundidade lírica que ressoa com os ouvintes. As letras são meticulosamente trabalhadas para transmitir mensagens poderosas de esperança e devoção, embora algumas possam parecer um tanto repetitivas ou confusas. No entanto, a paixão e sinceridade de Damares como intérprete brilham em cada faixa, compensando qualquer inconsistência na composição. 

A produção de “Obra Prima” é outro ponto forte do projeto. Os arranjos são sofisticados e bem elaborados, criando uma experiência auditiva rica e envolvente. A habilidade dos produtores em mesclar diferentes estilos musicais resulta em um álbum que é tanto diversificado quanto coeso. A transição entre faixas de adoração e canções mais animadas é feita de maneira fluida, mantendo o ouvinte engajado do início ao fim. 
No conjunto, “Obra Prima” é uma demonstração da evolução artística de Damares. É um álbum que não tem medo de experimentar e se afastar de fórmulas consagradas, resultando em um trabalho que é tanto inovador no ministério da artista. Destacamos o álbum ao todo. 

3. O Maior Troféu (2013)  

“O Maior Troféu” é um marco na carreira de Damares, destacando-se não apenas pela sua vendagem expressiva, mas também pela profundidade e diversidade de suas composições. Produzido por Melk Carvalhedo e Emerson Pinheiro, o álbum consolida a posição de Damares no cenário gospel.  

Desde o início, obra estabelece um tom reflexivo e emocional. As letras, carregadas de espiritualidade e esperança, são interpretadas com a autenticidade característica da paranaense. A produção musical de Carvalhedo e Pinheiro eleva cada faixa, proporcionando uma experiência auditiva rica e bem polida. 

O álbum se destaca por sua habilidade em equilibrar temas tradicionais com novas abordagens. Enquanto faixas como “O Maior Troféu” exploram a ideia de ter o nome escrito no Livro da Vida, outras músicas desafiam a zona de conforto musical da cantora, integrando participações inusitadas e harmônicas, como a colaboração com Thalles em “A Dracma e Seu Dono”. 

Apesar de algumas faixas poderem parecer repetitivas em sua estrutura musical, o álbum consegue manter o interesse do ouvinte com variações suficientes para evitar a monotonia. Essa familiaridade pode ser vista como uma continuidade da identidade musical de Damares, agradando principalmente ao público pentecostal que a acompanha. 

2. Diamante (2010)  

O sétimo álbum de estúdio de Damares, “Diamante,” representa um cuidadoso esforço de produção que continua a trajetória de sucesso da cantora. Este projeto destaca a versatilidade e a profundidade artística de Damares, ao mesmo tempo que mantém a essência pentecostal que a consagrou no cenário gospel. 

A produção do álbum demonstra um equilíbrio entre modernidade e tradição, incorporando uma variedade de estilos musicais e temáticas que vão desde a adoração íntima até reflexões escatológicas. A presença de elementos como coro e piano em algumas faixas proporciona uma experiência auditiva rica e envolvente, enquanto outras músicas exploram ritmos mais animados e contemporâneos. A escolha cuidadosa de arranjos e backing vocals cria uma atmosfera que reforça a mensagem de cada canção, proporcionando uma conexão profunda com os ouvintes. O álbum, no entanto, não é homogêneo. Algumas faixas, como “Derrama Shekinah!”, não atingem o mesmo nível de impacto, devido a uma abordagem estilística que pode parecer repetitiva e destoante do restante do projeto. 

“Diamante” também se destaca pela sua habilidade em combinar a essência pentecostal com elementos de louvor e adoração contemporâneos. Essa fusão é exemplificada em faixas como “Glória,” onde o coral e os arranjos bem colocados criam uma experiência sonora poderosa e inspiradora. 

Apesar de algumas inconsistências, o álbum mantém a capacidade de cativar e inspirar, refletindo a fragilidade humana e a vitória em Deus. A simplicidade cativante de músicas como “Preciosidade” equilibra a grandiosidade de outras faixas, oferecendo um contraste que enriquece o álbum como um todo. 


1. Apocalipse (2008) 

“Apocalipse,” o sexto álbum de estúdio de Damares, é uma obra que consolidou a carreira da cantora no cenário gospel, tanto no Brasil quanto no exterior. Produzido por Melk Carvalhedo, o álbum destaca-se pela qualidade de produção e pela colaboração de talentosos back´s, incluindo Wilian Nascimento, Jairo Bonfim e Cleyde Jane. A participação especial do Coral Sementes adiciona um toque de grandiosidade ao projeto. 

O álbum foi um sucesso tanto comercial quanto crítico, atingindo a marca de disco de ouro apenas dois meses após seu lançamento, com vendas superiores a cinquenta mil cópias. Essa rápida aceitação não apenas demonstrou a popularidade crescente de Damares, mas também reforçou sua posição como uma das principais vozes do gospel contemporâneo. 

A obra é um divisor de águas para o ministério da cantora, elevando seu reconhecimento no cenário gospel. Amplamente elogiado, o álbum é sem dúvidas o melhor da carreira da intérprete. Destaca-se pelo repertório robusto e de peso, equilibrando temas profundos com uma produção musical sofisticada. 

O sucesso de “Sabor de Mel,” o principal single do álbum, foi um fenômeno à parte, tornando-se uma das maiores músicas cristãs dos anos 2008 e 2009. Seu impacto nas rádios e entre os ouvintes solidificou a posição de Damares como uma artista de grande influência. O álbum foi indicado ao Troféu Talento de 2009 nas categorias “Álbum do Ano,” “Música do Ano” com “Sabor de Mel,” e “Álbum Pentecostal,” refletindo a alta qualidade do trabalho, mesmo que não tenha vencido. 

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Gilcinei

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