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O “retorno” errado: Jornada dos músicos na igreja

Por que não consolidamos os músicos na igreja? Sinceramente, já me perdi inúmeras vezes enquanto pensava no assunto. Afinal,

O “retorno” errado: Jornada dos músicos na igreja
Por que não consolidamos os músicos na igreja? Sinceramente, já me perdi inúmeras vezes enquanto pensava no assunto. Afinal, por que não conseguimos consolidar músicos na igreja? O que mais se vê atualmente no cenário musical são testemunhos de cantores e/ou músicos dizendo que iniciaram na arte na igreja. Então, o que estão fazendo tocando em lugares onde o Senhor não é louvado? Entenda, a intenção aqui não é atacar ninguém, pelo contrário. Trata-se da tentativa de entender onde falhamos como igreja ao permitir ou deixar sair um trabalhador importantíssimo para o reino, vendo-o hoje tocar ou cantar, em muitas vezes, músicas que contradizem sua fé. E mais, agir naturalmente diante disto. Onde falhamos? Onde está a fenda que dá vazão aos nossos músicos? Consegui enumerar algumas e vamos tecer alguns comentários a respeito delas.

Há anos sirvo minha igreja local com música, liderando grupos e equipes de várias faixas etárias e já vi alguns comportamentos esquisitos que não consegui corrigir. Já ouvi que o pastor não pode pedir nem exigir nada, visto que o músico/cantor está lá como voluntário. Ora, logo conseguimos entender o primeiro erro. A VISÃO ERRADA. A palavra de Deus nos diz: “O que vocês fizerem, façam de todo o coração, como se estivessem servindo o Senhor e não as pessoas.” – Colossenses 3:23. Conseguiu localizar o primeiro passo fora da linha? A mente não está colocada na pessoa certa. O músico/cantor voluntário não serve ao pastor, mas serve COM o pastor, logo a visão não deve estar focada nele e sim EM DEUS.

Outro erro que percebi é o desleixo. Diante dele, há vários pontos que podemos citar, mas vamos nos ater a dois: Organização e zelo. Já ouvi: “Eu, pagar por uniforme? Se quiser, vou com a roupa que tenho. Eu, ter que ensaiar em casa? Aprendo na hora. Ah, errei a música! Mas é para Deus mesmo…” Logo se percebe a falta de respaldo bíblico nisto. Além do versículo que já citei, há um bem interessante: “Maldito aquele que está relaxado no serviço de Deus!” – Jeremias 48:10a. E a última frase que ouvi e quero trazer aos leitores nesta semana é: “Mas não veem o quanto me esforço? Nunca recebi nem um OBRIGADO! Emgratos!”
Aqui está mais um trecho que rebate este argumento: “Tenham o cuidado de não praticarem os seus deveres religiosos para serem vistos pelos outros. Não fiquem contando o que fizeram[…] Eles fazem isso para serem elogiados pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam sua recompensa.” Mateus 6:1–3 – grifo meu. Mais uma prova de que o foco está errado.

Talvez enquanto você lê esta coluna, esteja pensando: “Mas eu ganho a vida com meu talento. Se eu não tocar, quem sustentará minha família?” Entendo sua dúvida e como disse ao iniciar nossa conversa neste texto, não quero julgar nem apontar ninguém, porém, é necessário que haja uma profunda avaliação de foco tanto na sua crença em Deus e no poder dele de sustentar sua família como no seu trabalho enquanto voluntário na igreja. Se enquanto você lê sente seu coração acelerar, creio que seja o Senhor te chamando para uma conversa. Se Ele te der uma direção, siga-a sabendo que os próximos dias não serão tão fáceis quanto imagina, mas serão os mais felizes e Ele nunca fica devendo nada a ninguém.

Que nossa música não seja apenas letras decoradas e acordes em diminuta, em loop infindo, mas que haja verdade, unção, relacionamento e chamamento à mudança, afinal, falamos do que tem todo o poder e não de nós mesmos. Meu pai sempre me ensinou e quero finalizar repetindo esta frase: Deus nunca fica devendo nada a ninguém.
“[…]e seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará uma recompensa.” Mateus 4:6b
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Kátia Brasil

Kátia Brasil é uma comunicadora, nascida na década de 80. A apresentadora cresceu envolvida na música, com forte influência de seus pais que servem sua igreja local. Em 2015 iniciou sua carreira na comunicação e hoje é reconhecida como uma das maiores apresentadoras gospel do Brasil.

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